As pessoas são formatadas pela sociedade: a escola, as religiões, os media, as famílias, os amigos e conhecidos... todos nos dizem como devemos entender o mundo e como devemos ser. Deste modo condicionam, impõem limites ao espírito humano que, na sua forma original, é livre e vasto. O nosso mundo torna-se cada vez mais pequeno... A obrigação de obedecer aos condicionalismos sociais entranha-se de tal forma que nos tornamos escravos dos outros e perdemos a nossa liberdade interior. O Homem criativo, original e espontâneo é substituído pelo homem máquina, distante e triste.
Quebremos as nossas amarras, refundemos a nossa liberdade e um sol radiante iluminará as nossas vidas!
Blogue onde se discutem temas muito variados tais como: ciências cognitivas, parapsicologia científica, politica, economia, ética, sociedade, etc.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Poema de Ngulchu Thogme
Se este corpo ilusório, que
acredito ser meu, está doente, deixa-o ficar doente!
Esta doença permite-me purgar
O mau karma que acumulei no
passado,
E as obras espirituais que posso
então realizar
Ajudam-me a purificar os dois
tipos de véus.
Se eu estiver bem de saúde, sou
feliz,
Porque, quando o meu corpo e
mente estão bem
Eu posso melhorar a minha
prática espiritual,
E dar sentido real à existência
humana
Ao virar o meu corpo, discurso e
mente para a virtude.
Se sou pobre, sou feliz,
Porque não tenho nenhuma riqueza
para proteger,
E eu sei que todos os problemas
e animosidade
Brotam das sementes da ganância
e do apego.
Se sou rico, sou feliz,
Porque com a minha riqueza eu
posso fazer mais ações positivas,
E tanto a felicidade temporária,
quanto a final
São o resultado de atos
meritórios.
Se eu morrer em breve, é
excelente,
Porque, assistido por um bom
potencial, estou confiante que
Vou entrar no caminho inequívoco
Antes de qualquer obstáculo poder
intervir.
Se viver por muito tempo, sou
feliz,
Porque sem me despedir da chuva
benéfica e quente das instruções espirituais
Eu posso, por um longo tempo,
amadurecer completamente
A colheita das experiências
interiores.
Portanto, aconteça o que
acontecer, vou ser feliz!
domingo, 15 de setembro de 2013
Posts do Facebook
Utilizo o Facebook, com alguma regularidade, para partilhar pensamentos, intuições e desabafos (nunca da minha vida pessoal). Ficam aqui alguns deles para, quem sabe, um dia mais tarde recordar:
- O egoísmo é a fonte de todo o mal do mundo: guerras, atentados ambientais, competição extrema, injúrias, calúnias e todas as injustiças. Todos nascem da noção de que “eu” (por vezes “nós”) sou superior aos outros, o que é um erro. Quando nascemos não trazemos nada e nada levamos quando morremos, portanto onde está a diferença? O que tem um branco superior a um negro? Um cristão mais que um muçulmano? Um capitalista mais que um socialista? Somos todos diferentes, mas todos tão iguais… Que belo seria se o mundo compreendesse isto!
- Há na nossa sociedade uma tendência mesquinha de bajulação... A verdade é que ninguém merece um tratamento especial: nem o sr. doutor, nem o sr engenheiro, nem o excelentíssimo meretissimo... o que é que são mais do que um pedinte?. "Estudaram" dizem alguns. Mas o que é que eles sabem? Uma gota no oceano infinito do conhecimento... Por muito que saibamos, a verdade é que nunca sabemos nada. Somos TODOS iguais!
- Coisa bonita as Universidades de Verão... Na do PSD fala-se mal do PS e na do PS fala-se mal do PSD. Grandes exemplos que estão a dar aos pupilos! Desta forma, não tenho duvidas, Portugal tem o futuro assegurado.
- Os governantes (todos: das juntas de freguesia ao governo) sofrem do mesmo mal que eu: miopia! Mas, enquanto a minha está nos olhos, a desses senhores está no pensamento... Como se justifica que a aposta tenha sido sempre nas infra-estruturas e nunca no capital humano, verdadeiro gerador de riqueza e de desenvolvimento social? A resposta é simples: eleições.
Enquanto não deixarmos de lado esta pequenez de pensamento nunca seremos uma nação próspera...
- Já partilhei mas volto a fazê-lo... Existe uma máfia... um polvo cujos tentáculos se estendem da esquerda à direita, das grandes empresas aos reguladores. É esse polvo que desde há mais de cem anos vem governando o país em proveito próprio.Para que servem tantas autoestradas? Tantos projetos megalómanos? Tantas fundações e observatórios? Quem tem realmente beneficiado com tudo isso?... É chegada a altura de tirar a máscara a esses mercadores do bem-estar alheio e fundar um Portugal justo e próspero!
- Senhores políticos de todos os quadrantes:Estou farto das vossas tretas de direita e de esquerda! Estou farto das vossas promessas! Farto de mentiras! Está na altura de deixar de parte as quezílias e os joguinhos de poder e de se assumirem como verdadeiros Homens e Mulheres! Está na altura de se unirem, pensarem no país e não nos vossos egos doentes...Portugal precisa, mais que nunca, de uma estratégia global e concertada que tire este país do buraco causado por décadas de má governação. Portugal precisa, neste momento, de todos nós!
- A Noruega teve este ano um excedente orçamental de 13,8% do PIB, em contraste com a maioria dos outros paises que devido à crise têm, na generalidade, deficits bastante significativos. O excedente Norueguês deve-se principalmente às receitas do petróleo... A posse de recursos naturais como o petróleo e o gás natural subvertem completamente a lógica de funcionamento da concorrência ao nível internacional. Os países com tais recursos podem dar-se ao luxo de serem pouco competitivos e esbanjadores de dinheiro (o que não é o caso da Noruega) que, no final de contas, as suas finanças são sempre saudáveis. Na verdade, estes países sugam o suor e o trabalho de outros que não possuem estes recursos energéticos.Por este motivo torna-se necessário olhar para um mundo pós-carbono, em que predominam energias limpas e onde a riqueza de cada país possa ser determinada por aquilo que produz e não pela benção de ter recursos energéticos.
- Normalmente, nas intervenções do FMI a paises com dificuldades de financiamento, a receita passa por austeridade e por um perdão parcial de dívida. Na Europa só se aplicou o primeiro elemento. O problema é que as economias, carregadas de austeridade, não conseguem libertar meios para amortizar a dívida e acabam por se endividar ainda mais... isto torna-se numa autêntica bola de neve. A divida pública portuguesa já vai em mais de 120% do PIB. Onde é que isto vai parar?
- Não gosto da compartimentalização do conhecimento! Cada vez mais há gente especializada para isto e para aquilo... como consequência os técnicos perdem a visão da totalidade, do conjunto, tendem a focar-se na árvore em vez de se focarem na floresta. Como escreveu alguém certo dia: "os técnicos sabem cada vez mais sobre menos... virá o dia em que saberão tudo sobre nada!". Um viva ao ecletismo!
- Às vezes perguntam-me se sou de direita ou de esquerda… e eu respondo: não sou de nenhum! Impuseram às pessoas uma falsa dicotomia, uma escolha entre o sistema capitalista e o socialista, ambos comprovadamente FALHADOS! As pessoas precisam da economia e a economia precisa das pessoas, não há volta a dar! O único sistema político merecedor de confiança não se encontra à esquerda ou à direita, encontra-se, fundamentalmente, no BOM SENSO dos decisores políticos, na capacidade destes em SERVIR ao invés vez de serem servidos e de defender, sempre e acima de tudo, o INTERESSE COLETIVO.
- O egoísmo é a fonte de todo o mal do mundo: guerras, atentados ambientais, competição extrema, injúrias, calúnias e todas as injustiças. Todos nascem da noção de que “eu” (por vezes “nós”) sou superior aos outros, o que é um erro. Quando nascemos não trazemos nada e nada levamos quando morremos, portanto onde está a diferença? O que tem um branco superior a um negro? Um cristão mais que um muçulmano? Um capitalista mais que um socialista? Somos todos diferentes, mas todos tão iguais… Que belo seria se o mundo compreendesse isto!
- Há na nossa sociedade uma tendência mesquinha de bajulação... A verdade é que ninguém merece um tratamento especial: nem o sr. doutor, nem o sr engenheiro, nem o excelentíssimo meretissimo... o que é que são mais do que um pedinte?. "Estudaram" dizem alguns. Mas o que é que eles sabem? Uma gota no oceano infinito do conhecimento... Por muito que saibamos, a verdade é que nunca sabemos nada. Somos TODOS iguais!
- Coisa bonita as Universidades de Verão... Na do PSD fala-se mal do PS e na do PS fala-se mal do PSD. Grandes exemplos que estão a dar aos pupilos! Desta forma, não tenho duvidas, Portugal tem o futuro assegurado.
- Os governantes (todos: das juntas de freguesia ao governo) sofrem do mesmo mal que eu: miopia! Mas, enquanto a minha está nos olhos, a desses senhores está no pensamento... Como se justifica que a aposta tenha sido sempre nas infra-estruturas e nunca no capital humano, verdadeiro gerador de riqueza e de desenvolvimento social? A resposta é simples: eleições.
Enquanto não deixarmos de lado esta pequenez de pensamento nunca seremos uma nação próspera...
- Já partilhei mas volto a fazê-lo... Existe uma máfia... um polvo cujos tentáculos se estendem da esquerda à direita, das grandes empresas aos reguladores. É esse polvo que desde há mais de cem anos vem governando o país em proveito próprio.Para que servem tantas autoestradas? Tantos projetos megalómanos? Tantas fundações e observatórios? Quem tem realmente beneficiado com tudo isso?... É chegada a altura de tirar a máscara a esses mercadores do bem-estar alheio e fundar um Portugal justo e próspero!
- Senhores políticos de todos os quadrantes:Estou farto das vossas tretas de direita e de esquerda! Estou farto das vossas promessas! Farto de mentiras! Está na altura de deixar de parte as quezílias e os joguinhos de poder e de se assumirem como verdadeiros Homens e Mulheres! Está na altura de se unirem, pensarem no país e não nos vossos egos doentes...Portugal precisa, mais que nunca, de uma estratégia global e concertada que tire este país do buraco causado por décadas de má governação. Portugal precisa, neste momento, de todos nós!
- A Noruega teve este ano um excedente orçamental de 13,8% do PIB, em contraste com a maioria dos outros paises que devido à crise têm, na generalidade, deficits bastante significativos. O excedente Norueguês deve-se principalmente às receitas do petróleo... A posse de recursos naturais como o petróleo e o gás natural subvertem completamente a lógica de funcionamento da concorrência ao nível internacional. Os países com tais recursos podem dar-se ao luxo de serem pouco competitivos e esbanjadores de dinheiro (o que não é o caso da Noruega) que, no final de contas, as suas finanças são sempre saudáveis. Na verdade, estes países sugam o suor e o trabalho de outros que não possuem estes recursos energéticos.Por este motivo torna-se necessário olhar para um mundo pós-carbono, em que predominam energias limpas e onde a riqueza de cada país possa ser determinada por aquilo que produz e não pela benção de ter recursos energéticos.
- Normalmente, nas intervenções do FMI a paises com dificuldades de financiamento, a receita passa por austeridade e por um perdão parcial de dívida. Na Europa só se aplicou o primeiro elemento. O problema é que as economias, carregadas de austeridade, não conseguem libertar meios para amortizar a dívida e acabam por se endividar ainda mais... isto torna-se numa autêntica bola de neve. A divida pública portuguesa já vai em mais de 120% do PIB. Onde é que isto vai parar?
- Não gosto da compartimentalização do conhecimento! Cada vez mais há gente especializada para isto e para aquilo... como consequência os técnicos perdem a visão da totalidade, do conjunto, tendem a focar-se na árvore em vez de se focarem na floresta. Como escreveu alguém certo dia: "os técnicos sabem cada vez mais sobre menos... virá o dia em que saberão tudo sobre nada!". Um viva ao ecletismo!
- Às vezes perguntam-me se sou de direita ou de esquerda… e eu respondo: não sou de nenhum! Impuseram às pessoas uma falsa dicotomia, uma escolha entre o sistema capitalista e o socialista, ambos comprovadamente FALHADOS! As pessoas precisam da economia e a economia precisa das pessoas, não há volta a dar! O único sistema político merecedor de confiança não se encontra à esquerda ou à direita, encontra-se, fundamentalmente, no BOM SENSO dos decisores políticos, na capacidade destes em SERVIR ao invés vez de serem servidos e de defender, sempre e acima de tudo, o INTERESSE COLETIVO.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Qual é a natureza do Universo?
Desde há milénios que grandes pensadores se debruçam sobre
este tema e no entanto ainda não se conseguiu chegar a um consenso. Existem
basicamente três posições dominantes: monismo idealista (vulgo idealismo),
monismo materialista (vulgo materialismo) e dualismo. Não as pretendo analisar
exaustivamente nem dizer qual alguma delas é a verdadeira, até porque nunca
cheguei a nenhuma conclusão.
O materialismo parte da premissa de que tudo o que existe no
Universo é matéria. Para esta corrente o constituinte básico da realidade são
os átomos (em toda a sua complexidade, abarcando as partículas sub-atómicas) e
nada existe de espiritual ou “mágico”. O materialismo está entranhado no atual
paradigma científico e tem servido de base à maior parte do sucesso que a
ciência tem tido ao longo dos últimos tempos. Recentemente têm havido
tentativas de explicar a consciência como uma ilusão resultante da interação
dos neurónios, que por sua vez são entendidos como agregados de proteínas, que
são agregados de moléculas, que por sua vez são agregados de átomos. A esta
redução de uma realidade psicológica a uma realidade física designamos por
Reducionismo, um conceito estreitamente ligado ao materialismo.
O idealismo advoga a existência de apenas um princípio no
universo: a consciência. É através desta que percebemos o mundo e, portanto,
também a matéria é apenas “um disfarce”. O Budismo e o Jainismo, por exemplo,
são duas religiões idealistas ao afirmarem que esta está em toda a parte: nos
animais, nas plantas, nas rochas e até no vazio. Levando esta ideia ao extremo
existe uma corrente de pensamento idealista, o solipsismo, que defende que os
eventos materiais não acontecem quando não existe uma consciência (humana) a
observá-los.
O dualismo, corrente filosófica começada por René Descartes,
defende que existem dois princípios no universo: espirito e matéria. A matéria
sem espirito é inanimada e é um agente passivo. Já o espirito é a origem da
vida e é o princípio ativo do universo. A vida é uma permanente ação do
espirito sobre a matéria. Para Descartes, a razão é a principal característica do
espirito.
No livro “Deus não morreu”, Amit Goswami defende uma versão
quântica da realidade. Para a física quântica caso não houvesse a consciência
existiriam apenas possibilidades, nada de concreto portanto. É a consciência
que “escolhe”, entre as possibilidades, aquela que se torna manifesta e
portanto é este o principal agente universal. Se, por exemplo, um relógio se
encontrasse isolado de toda a gente os seus ponteiros não se moveriam… apenas
quando uma consciência o vislumbrasse os ponteiros assumiriam a hora do
momento. Isto implica uma ação de retro-causalidade, ou seja, no momento em que
a consciência colapsa as possibilidades numa realidade concreta, são “inscritos”
no passado todos os movimentos que os ponteiros tiveram até ao momento
presente.
Ainda em relação à física quântica também há quem defenda
que existe uma consciência cósmica que se encarrega de escolher, de entre todas
as possibilidades, aquela que se manifesta.
Esta nova visão do mundo trazida pela física quântica
desafia o atual paradigma cientifica materialista. O primado da consciência
começa a substituir o primado da matéria. Aonde vamos chegar? Não sei… mas será
certamente uma guerra saudável.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Quem sou eu?
Não me defino. Por mais que busque, as palavras não são
suficientes: são vagas, temporárias e carregam o selo da ilusão. Não posso
dizer que sou forte e corajoso da mesma maneira que não afirmo ser fraco e medroso.
Equiparo-me ao vento: umas vezes sopra para norte, outras sacode para sul…
Lembro-me de ter sido aplaudido entusiasticamente da mesma forma que me lembro
de ter sido humilhado publicamente. Afinal qual deles sou eu? O forte ou o
fraco? O bom ou o mau? Já fui todos eles... e no entanto ninguém pode ser
definido por uma antítese.
Como pode alguém ser, tal como diz o poeta, charco e luar
refletido num charco ao mesmo tempo? O sublime e o horrendo simultaneamente?
Vejo por isso, que nenhum atributo me pode definir… Gosto de
me ver como um espelho: reflete as mais variadas figuras, uma infinidade de
formas, porém, a sua natureza não se confunde com os seus reflexos. A minha
natureza é única, indizível, inefável e não tenho necessidade de a definir. Por
isso não sei quem sou e, sinceramente, não estou interessado em saber!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Devaneio de "uma mente brilhante"
Ás vezes as pessoas mais inteligentes são capazes de dizer as coisas mais estúpidas. Diz Stephen Hawking: "Because there is a law like gravity, the universe can and will create itself from nothing".
Analisando esta frase notam-se duas grandes contradições:
Portanto, da próxima vez que pensar em invocar o nome de alguém para validar um argumento, dou-lhe um conselho... pense novamente ;)
Analisando esta frase notam-se duas grandes contradições:
- Primeira: Como é que o universo se cria a ele próprio? Qual é a coisa que se cria a sí própria? Nenhuma! Isto porque tudo o que começa a existir tem uma causa... um objeto não pode ser ao mesmo tempo causa e efeito de sí próprio.
- Segunda: Como é que algo é criado a partir do nada? Se somarmos um milhão de zeros, por acaso, obtemos algum numero que não seja zero? Por acaso pode-se fazer uma casa sem tijolos?
Portanto, da próxima vez que pensar em invocar o nome de alguém para validar um argumento, dou-lhe um conselho... pense novamente ;)
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